Ailanto-alto
Ailanthus excelsa
Uma imponente árvore decídua nativa da Índia e Sri Lanka, valorizada por suas propriedades medicinais …
Publicado originalmente em 1796, o nome científico Ailanthus procerus descreve uma árvore decídua historicamente associada a ecossistemas florestais da Ásia Oriental. Esta espécie compartilha uma estreita relação morfológica com outros membros de seu gênero, caracterizando-se por seu rápido desenvolvimento.
Na literatura botânica contemporânea, este táxon é reconhecido como um sinônimo taxonômico de Ailanthus altissima. A sua descrição original contribuiu para o mapeamento pioneiro da flora asiática introduzida na Europa durante o século XVIII.
A estrutura física associada a esta árvore apresenta um porte imponente, podendo atingir alturas que variam entre 15 e 25 metros. O tronco possui uma casca cinzenta e lisa, que desenvolve fissuras longitudinais claras com o passar dos anos.
As folhas são compostas, pinadas e de grandes dimensões, medindo frequentemente entre 30 e 90 centímetros de comprimento. Elas são formadas por folíolos lanceolados que apresentam pequenos dentes glandulares na base de suas margens.
A inflorescência ocorre na forma de grandes panículas terminais contendo pequenas flores de coloração verde-amarelada. Os frutos gerados são sâmaras aladas que facilitam a dispersão anemocórica das sementes na natureza.
Floresce no final da primavera e início do verão, geralmente entre os meses de junho e julho.
Historicamente, a madeira leve obtida de árvores deste gênero foi empregada na fabricação de caixotes, carvão vegetal e celulose para papel. Em algumas regiões, o plantio foi realizado para o controle da erosão do solo devido ao seu sistema radicular agressivo.
Na medicina tradicional de sua região de origem, extratos obtidos da casca e das folhas eram utilizados no tratamento de problemas gastrointestinais. A planta também desempenhou papel relevante na sericultura como hospedeira para lagartas produtoras de seda.
O epíteto específico procerus provém do latim e significa "alto" ou "esguio", fazendo referência ao hábito de crescimento vertical expressivo da árvore. Este crescimento rápido permitiu que a espécie competisse com sucesso por luz solar em florestas secundárias.
As glândulas localizadas na base dos folíolos produzem um odor característico e forte quando esmagadas, funcionando como um mecanismo natural de defesa contra herbívoros.
Bancos de dados externos: Tropicos
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