Ailanto-de-vilmorin (Ailanthus vilmoriniana)

Árvore-do-céu-aveludada Downy tree of heaven

Ailanthus vilmoriniana: a árvore-do-céu-aveludada

Nativa das regiões montanhosas do oeste da China, esta árvore ornamental chama a atenção por suas folhas de dimensões impressionantes e ramos levemente espinhosos. O seu valor estético permitiu que fosse introduzida em coleções botânicas da Europa no final do século XIX.

Embora se assemelhe bastante à popular árvore-do-céu (Ailanthus altissima), ela se distingue pela densa pubescência que recobre as suas estruturas foliares. Esta característica lhe confere uma aparência suave e aveludada ao toque.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms (Mesangiospermas)
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • malvids
  • ordem Sapindales
  • família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • gênero Ailanthus (Ailanto)
  • espécie Ailanthus vilmoriniana (Ailanto-de-vilmorin)

Morfologia

Esta árvore atinge frequentemente alturas superiores a 20 metros, com uma copa que se estende por cerca de 15 metros de diâmetro. Os brotos novos podem apresentar pequenos espinhos verdes, e o tronco ocasionalmente desenvolve brotações diretas na casca.

As folhas escuras e pendentes são pinadas e extraordinariamente longas, alcançando até 1 metro de comprimento em indivíduos podados. O raquis foliar é finamente pubescente e ostenta um tom vermelho-escuro constante, sustentando de 23 a 35 folíolos pubescentes na face inferior.

As flores esverdeadas organizam-se em grandes panículas de até 30 centímetros de comprimento. Os frutos produzidos são sâmaras aladas típicas do gênero, facilitando a dispersão das sementes pelo vento.

Aplicações

O principal uso desta espécie reside no seu valor paisagístico, sendo ocasionalmente cultivada em jardins botânicos e coleções particulares na Europa. Ela se adapta bem ao clima temperado do sul da Inglaterra e da Escócia.

Fatos interessantes

As sementes da espécie foram enviadas da China para o Reino Unido em 1897 pelo missionário e botânico francês Paul Guillaume Farges. Atualmente, exemplares notáveis podem ser apreciados no renomado Jardim Botânico Real de Edimburgo.

Existe um intenso debate científico sobre o seu status taxonômico. Enquanto a Flora da China a classifica como espécie distinta, outras autoridades internacionais consideram-na um sinônimo de Ailanthus altissima.

Geografia de distribuição

  • China
  • Reino Unido

Fontes

  • Flora of China (eFloras)
  • JSTOR Global Plants
  • Global Biodiversity Information Facility (GBIF)
  • World Flora Online (WFO)

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

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