Espinho-da-cruz-de-victorin (Castela victorinii)

Castela victorinii: Características e Distribuição da Espécie Cubana

Originária das regiões áridas de Cuba, a Castela victorinii destaca-se pela sua extrema resiliência e adaptação a solos de difícil cultivo. Esta planta habita ecossistemas de mata xerófila, suportando longos períodos de seca e altas temperaturas típicas de seu habitat natural.

A espécie foi descrita formalmente em 1950 pelos botânicos Julian Acuña Galé e Juan Tomás Roig. Ela pertence à família Simaroubaceae, um grupo de plantas conhecidas por conter compostos químicos amargos com potencial farmacológico.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • malvids
  • ordem Sapindales
  • família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • gênero Castela
  • espécie Castela victorinii (Espinho-da-cruz-de-victorin)

Morfologia

Esta planta apresenta um porte arbustivo, desenvolvendo ramos rígidos e frequentemente dotados de espinhos afiados como mecanismo de defesa contra herbívoros. Suas folhas são pequenas, coriáceas e sésseis, uma adaptação evolutiva crucial para minimizar a perda de água por transpiração.

As características reprodutivas essenciais incluem:

  • Flores: Estruturas diminutas, geralmente solitárias ou dispostas em pequenos grupos nas axilas das folhas, com coloração discreta.
  • Frutos: Pequenas drupas avermelhadas ou escuras quando maduras, que servem de alimento para a fauna local dispersora.
  • Raízes: Sistema radicular profundo e ramificado, especializado em buscar umidade nas camadas inferiores do solo arenoso ou pedregoso.

Fatos interessantes

A espécie recebeu o epíteto específico em homenagem ao Hermano León (nascido Joseph Sylvestre Sauget), cujo nome religioso era Brother Victorin, um proeminente botânico franco-canadense que realizou extensas pesquisas sobre a flora de Cuba. Suas expedições científicas ajudaram a catalogar centenas de táxons raros na ilha caribenha.

Como membro da família Simaroubaceae, suspeita-se que ela contenha quassioides, metabólitos secundários bioativos conhecidos por suas propriedades terapêuticas e sabor extremamente amargo.

Geografia de distribuição

  • Cuba

Fontes

  • POWO: Plants of the World Online (Royal Botanic Gardens, Kew)
  • IPNI: International Plant Names Index
  • WFO: World Flora Online

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

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Arbusto medicinal nativo da América do Norte, amplamente utilizado no México como amebicida e antidiarreico.