Juazeiro-do-brasil
Celtis brasiliensis
Árvore ou arbusto caducifólio nativo de diversas regiões da América do Sul.
Nas paisagens diversificadas da África, desde as florestas úmidas até as savanas abertas, ergue-se uma árvore cuja madeira recém-cortada exala um odor surpreendentemente pungente. A Celtis africana é uma espécie arbórea notável que molda a vida selvagem ao seu redor, oferecendo abrigo e alimento vital para inúmeras espécies animais. Seu porte varia dramaticamente de acordo com o ambiente, apresentando-se como um arbusto semelhante a um bonsai em solos pedregosos ou como uma árvore imponente de até 25 metros no interior das matas africanas.
A casca lisa, de um tom cinza-claro quase branco, contrasta de forma espetacular com a folhagem verde-clara que brota na primavera. Durante as estações secas ou invernos rigorosos em seu habitat nativo, a árvore perde suas folhas, preparando-se ativamente para um novo ciclo de vida. Esta espécie desempenha um papel ecológico inestimável nas regiões sul e leste do continente, atraindo uma imensa quantidade de aves frugívoras e servindo como planta hospedeira para diversas borboletas endêmicas.
O porte da Celtis africana adapta-se vigorosamente ao ambiente, formando uma copa densa e hemisférica em áreas abertas, ou um tronco único e reto em matas fechadas. A casca é caracteristicamente lisa e de cor cinza-claro a branca, descascando de forma irregular em espécimes mais velhos e frequentemente desenvolvendo cristas horizontais perceptíveis em toda a sua extensão.
As folhas são simples, alternas e de formato oval a acuminado, marcadas por possuírem três nervuras distintas que partem de uma base assimétrica. As margens foliares apresentam-se serrilhadas em direção ao ápice, enquanto o terço basal tende a ser contínuo e integro. Ao brotarem, as novas folhas são verde-claras e cobertas por finos pelos macios, tornando-se progressivamente mais escuras e glabras à medida que amadurecem sob o sol forte.
As inflorescências desenvolvem-se em agrupamentos de pequenas flores delicadas e amarelo-pálidas. Os frutos resultantes são pequenas drupas arredondadas, medindo aproximadamente 4 milímetros de diâmetro. Eles ficam suspensos em hastes finas e alongadas, transicionando gradualmente de uma coloração verde brilhante para amarelo-marrom ou preto no ápice de seu amadurecimento.
As delicadas flores começam a surgir no início da primavera do Hemisfério Sul, geralmente desabrochando em sincronia com os primeiros brotos de folhas verdes.
Apesar da referência olfativa no seu nome popular, a madeira verde da Celtis africana não partilha a alta qualidade comercial da verdadeira "stinkwood" (Ocotea bullata). No entanto, sua presença é fundamental na paisagem agropecuária da África, uma vez que suas folhas macias fornecem excelente forragem para gado bovino e cabras, sendo avidamente consumidas ao caírem no solo seco.
No setor do paisagismo e planejamento urbano, a espécie tornou-se uma escolha consagrada para plantios ornamentais e alinhamento de ruas em diversas cidades da África Austral. Graças ao forte atrativo de seus abundantes frutos para a avifauna silvestre, é considerada uma árvore indispensável na estruturação de "jardins amigos dos pássaros", projetados especificamente para sustentar a biodiversidade nativa em áreas densamente urbanizadas.
A Celtis africana esconde particularidades fascinantes que revelam muito sobre a complexidade da ecologia africana e as suas interações surpreendentes com a fauna local.
Sinônimos do táxon: Celtis holtzii, Celtis kraussiana, Celtis henriquezii, Celtis burmanni, Celtis vesiculosa, Celtis eriantha, Celtis opegrapha
Celtis brasiliensis
Árvore ou arbusto caducifólio nativo de diversas regiões da América do Sul.
Celtis gomphophylla
Árvore de grande porte nativa da África Subsaariana, Madagascar e Comores.
Celtis caudata
Árvore ou arbusto da família Cannabaceae com distribuição no México e na América Central.
Celtis chichape
Arbusto ou pequena árvore perenifólia nativa do continente sul-americano.