Almaceiro-espinhoso (Celtis spinosa)

Celtis spinosa: Morfologia e Distribuição no Brasil

Nativa de diversas localidades geográficas brasileiras, esta planta compõe de forma expressiva a rica biodiversidade da flora silvestre da América do Sul. A espécie evidencia uma excelente capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas, marcando presença consolidada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do território nacional.

Sua ocorrência natural abrange uma extensa faixa territorial, espalhando-se por estados como Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Devido à sua classificação botânica dentro da família Cannabaceae, o vegetal partilha rotas de evolução biológica cruciais com diversas outras espécies endêmicas do continente.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • ordem Rosales
  • família Cannabaceae (Canabáceas)
  • gênero Celtis (Trazteira)
  • espécie Celtis spinosa (Almaceiro-espinhoso)

Morfologia

A etimologia do epíteto específico da planta atesta fortemente a presença de estruturas espinescentes rígidas dispostas ao longo dos seus ramos ou caules principais. Esta particularidade anatômica atua na natureza como uma defesa mecânica vital, repelindo ataques e a predação herbívora de mamíferos selvagens.

O hábito geral de crescimento do espécime pode sofrer alterações consideráveis em reposta às condições topográficas e edáficas locais, estruturando a sua copa vegetal para uma eficiente captação de fótons. O sistema foliar exibe venação característica do grupo taxonômico, paralelamente a um sistema reprodutivo que produz frutos globosos atraentes à avifauna local.

Fatos interessantes

A observação e o estudo de Celtis spinosa revelam diversos aspectos fascinantes relacionados à sua biogeografia e à sua trajetória taxonômica.

  • A distribuição geográfica da espécie no Brasil é excepcionalmente ampla, abrangendo estados que vão da Bahia, ao norte, até o Rio Grande do Sul, no extremo sul, passando por Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.
  • Em termos de taxonomia botânica, esta planta acompanhou as grandes revisões da classificação filogenética, passando a integrar a família Cannabaceae após ter sido associada por muito tempo à família Ulmaceae.
  • A presença de estruturas espinhosas nesta espécie representa uma adaptação morfológica específica e incomum, diferindo da grande maioria das outras espécies do gênero Celtis, que geralmente são inermes.

Geografia de distribuição

  • Brasil

Variedades naturais

Fontes

  • Plants of the World Online (POWO)
  • Global Biodiversity Information Facility (GBIF)
  • Tropicos

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

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