Almaceiro-de-três-nervuras (Celtis trinervia)

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Celtis trinervia: Características e Botânica

A botânica neotropical abriga uma diversidade fascinante de espécies arbóreas, entre as quais se destaca Celtis trinervia. Esta planta lenhosa integra a família Cannabaceae e ocorre predominantemente em regiões que se estendem do México até o norte da América do Sul, passando pelas abundantes ilhas das Antilhas.

Seu epíteto específico, "trinervia", faz uma alusão direta à venação característica de suas folhas, um traço anatômico distintivo que auxilia de forma decisiva em sua identificação em campo. Geralmente encontrada em ambientes de florestas muito úmidas e sobre afloramentos calcários, a árvore participa ativamente da composição estrutural e funcional desses ecossistemas.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • ordem Rosales
  • família Cannabaceae (Canabáceas)
  • gênero Celtis (Trazteira)
  • espécie Celtis trinervia (Almaceiro-de-três-nervuras)

Morfologia

A espécie apresenta-se na natureza como árvores inermes que podem atingir de 10 a 15 metros de altura, possuindo um tronco recoberto por uma casca de coloração cinzenta e textura predominantemente lisa. Suas folhas cartáceas apresentam as seguintes características morfológicas principais:

  • Formato estreitamente ovado-lanceolado;
  • Comprimento variando entre 4 e 13 cm, com largura de 2 a 7,5 cm;
  • Ápice longamente acuminado e base estreitamente atenuada;
  • Margens com conformação nitidamente serrada.

A superfície foliar transita de glabra a esparsamente pilosa na face superior, enquanto a face inferior se mostra de modo geral pilosa. As inflorescências organizam-se em arranjos cimosos. No que diz respeito às estruturas reprodutivas, as flores estaminadas localizam-se na porção basal da cima e ostentam cinco sépalas e cinco estames.

As flores perfeitas ficam situadas mais próximas ao ápice da inflorescência, abrigando um ovário séssil e unilocular com ramos do estilete lineares e de arquitetura simples. Os frutos desenvolvem-se como drupas subglobosas de 8 a 10 mm de diâmetro, adquirindo uma coloração roxo-negra e superfície variando de glabra a esparsamente estrigosa em sua porção distal quando atingem a maturação completa.

Período de floração

As coleções botânicas frequentemente registram eventos fenológicos de floração no período correspondente a junho.

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nome
Dez

Aplicações

As informações documentadas sobre a exploração econômica ou comercial massiva da espécie indicam que ela não possui grande protagonismo na silvicultura em larga escala. No entanto, indivíduos maduros e de grande porte frequentemente fornecem madeira para usos rústicos locais ou lenha nas comunidades inseridas em sua área de ocorrência natural.

Dentro de um contexto ecológico, seus frutos carnosos servem como um recurso alimentar valioso para a avifauna e diversos outros animais silvestres. Esse fator ecológico reforça a importância de sua manutenção e preservação contínua nos fragmentos remanescentes de floresta úmida da região neotropical.

Fatos interessantes

O histórico taxonômico e as curiosidades que permeiam a botânica desta espécie envolvem alguns pontos muito notáveis para o estudo da flora regional:

  • O táxon foi descrito cientificamente pela primeira vez pelo ilustre naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck, sendo formalmente publicado no ano de 1797 na monumental obra Encyclopédie Méthodique, Botanique.
  • O nome do gênero Celtis possui raízes que remontam à antiguidade clássica, sendo empregado na literatura de Plínio, o Velho, para descrever certas plantas arbóreas na África, possivelmente aquilo que os antigos denominavam "lotus".
  • Existem registros botânicos detalhados que atestam sua presença vigorosa em formações de pedra caliza (rochas calcárias), demonstrando que a espécie possui certa afinidade edáfica por esse tipo de substrato em seu hábitat natural na Nicarágua e alhures.

Geografia de distribuição

  • México
  • Belize
  • Guatemala
  • Nicarágua
  • Ilhas Cayman
  • Cuba
  • República Dominicana
  • Haiti
  • Jamaica
  • Porto Rico
  • Ilhas Virgens Americanas
  • Ilhas Virgens Britânicas
  • Colômbia

Fontes

  • Lamarck, J.-B. de (1797). Encyclopédie Méthodique, Botanique.
  • GBIF Secretariat. GBIF Backbone Taxonomy.

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

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