Pinheiro-ameixa-de-oliver (Cephalotaxus oliveri)

Oliver's Plum Yew Oliver's Plum-Yew

Cephalotaxus oliveri: O pinheiro-de-ameixa-de-Oliver

Valorizado tanto pelo seu valor ornamental quanto pelas suas propriedades medicinais, este arbusto conífero perene habita o sub-bosque de florestas subtropicais úmidas. Sua distribuição geográfica concentra-se principalmente nas províncias centrais e meridionais da China.

Esta espécie destaca-se pela disposição regular e densa de suas folhas, conferindo-lhe uma aparência geométrica singular. O interesse farmacológico em seus alcaloides antitumorais gerou uma forte pressão extrativista sobre suas populações silvestres.

Taxonomia

Morfologia

Este arbusto ou pequena árvore atinge até 4 metros de altura, exibindo uma casca escamosa que varia de coloração entre o amarelo e o marrom-acinzentado. Seus ramos folhosos possuem um contorno oblongo-elíptico característico.

As folhas coriáceas e rígidas medem entre 1,5 e 3,2 centímetros de comprimento, inserindo-se nos ramos em um ângulo conspícuo de 55 a 70 graus. A face superior exibe um verde-fosco, contrastando com as linhas estomáticas da face inferior.

Os cones de sementes ocorrem de forma solitária em pedúnculos de cerca de 6 milímetros. As sementes maduras apresentam formato ovoide a quase globoso, com comprimento de 2,2 a 2,7 centímetros.

Período de floração

A polinização ocorre de março a abril, com maturação das sementes entre agosto e outubro.

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nome
Dez

Aplicações

A casca, os ramos, as raízes e as sementes desta planta são coletados para a extração de alcaloides anticâncer utilizados na medicina tradicional e pesquisas oncológicas. Esses compostos têm despertado grande interesse científico internacional.

Além de suas propriedades medicinais, a espécie é cultivada em jardins como arbusto ornamental devido à sua folhagem compacta e simétrica. Seu valor estético é muito apreciado no paisagismo asiático.

Fatos interessantes

A espécie registrou um declínio populacional superior a 30% nos últimos 100 anos. A principal causa deste decréscimo é a colheita destrutiva da casca para fins medicinais e o desmatamento para fins agrícolas.

Seus alcaloides bioativos, como a harringtonina, apresentam potente atividade antileucêmica. Esses compostos são alvo de intensos estudos biotecnológicos para síntese artificial.

Geografia de distribuição

  • China
  • Tailândia
  • Laos
  • Vietnã
  • Índia

Fontes

  • POWO: Plants of the World Online
  • WFO: World Flora Online
  • IUCN Red List: Status de Ameaça da Espécie

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos