Homalolepis-intermediária (Homalolepis intermedia)
Homalolepis intermedia: Características e Ocorrência no Cerrado
Originária das regiões de Cerrado e Caatinga do Brasil, a espécie Homalolepis intermedia destaca-se por sua notável adaptação a ambientes de seca sazonal. Este arbusto nativo desempenha um papel ecológico importante na manutenção da biodiversidade local.
Suas populações ocorrem de forma espontânea em vegetações abertas e de transição. A espécie atrai diversos polinizadores nativos durante o período de floração.
Taxonomia
- ∟ царство Plantae
- ∟ divisão Tracheophytes
- ∟ subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
- ∟ Angiosperms
- ∟ mesangiosperms
- ∟ eudicots
- ∟ Superrosids
- ∟ rosids
- ∟ malvids
- ∟ ordem Sapindales
- ∟ família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
- ∟ gênero Homalolepis (Homalólepis)
- ∟ espécie Homalolepis intermedia (Homalolepis-intermediária)
Morfologia
Esta planta apresenta um porte arbustivo a subarbóreo, atingindo geralmente entre 1 e 3 metros de altura. Seus ramos são lenhosos e possuem casca levemente rugosa.
As folhas de Homalolepis intermedia possuem características estruturais específicas:
- Disposição: Folhas alternas e imparipinadas.
- Folíolos: Consistência coriácea, de formato elíptico a lanceolado, com margens inteiras.
- Superfície: Face superior glabrescente e face inferior com pubescência esparsa.
As inflorescências ocorrem em panículas terminais ou axilares, contendo flores unissexuais pequenas de coloração esverdeada ou amarelada. O fruto é uma drupa ovoide que adquire coloração escura quando madura.
Período de floração
Geralmente floresce durante a transição da estação seca para a chuvosa, entre os meses de setembro e novembro.
Aplicações
A madeira de Homalolepis intermedia é empregada localmente para pequenas construções rústicas e fabricação de ferramentas artesanais devido à sua resistência. Em comunidades tradicionais, preparados de suas cascas e raízes são utilizados na medicina popular.
O potencial paisagístico da espécie vem sendo estudado para a recuperação de áreas degradadas no bioma Cerrado. Suas raízes profundas auxiliam na contenção de processos erosivos do solo.
Fatos interessantes
O epíteto específico intermedia refere-se à morfologia de suas folhas e folíolos, que apresentam características intermediárias entre outras espécies próximas do gênero.
Estudos fitoquímicos indicam a presença de quassioides em seus tecidos, substâncias responsáveis pelo sabor extremamente amargo característico deste grupo botânico.
Geografia de distribuição
- Bahia
- Minas Gerais
- Goiás
Fontes
- POWO: Royal Botanic Gardens, Kew.
- GBIF: Global Biodiversity Information Facility.
- Flora e Funga do Brasil: Jardim Botânico do Rio de Janeiro.