Homalolepis-intermediária (Homalolepis intermedia)

Calunga

Homalolepis intermedia: Características e Ocorrência no Cerrado

Originária das regiões de Cerrado e Caatinga do Brasil, a espécie Homalolepis intermedia destaca-se por sua notável adaptação a ambientes de seca sazonal. Este arbusto nativo desempenha um papel ecológico importante na manutenção da biodiversidade local.

Suas populações ocorrem de forma espontânea em vegetações abertas e de transição. A espécie atrai diversos polinizadores nativos durante o período de floração.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • malvids
  • ordem Sapindales
  • família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • gênero Homalolepis (Homalólepis)
  • espécie Homalolepis intermedia (Homalolepis-intermediária)

Morfologia

Esta planta apresenta um porte arbustivo a subarbóreo, atingindo geralmente entre 1 e 3 metros de altura. Seus ramos são lenhosos e possuem casca levemente rugosa.

As folhas de Homalolepis intermedia possuem características estruturais específicas:

  • Disposição: Folhas alternas e imparipinadas.
  • Folíolos: Consistência coriácea, de formato elíptico a lanceolado, com margens inteiras.
  • Superfície: Face superior glabrescente e face inferior com pubescência esparsa.

As inflorescências ocorrem em panículas terminais ou axilares, contendo flores unissexuais pequenas de coloração esverdeada ou amarelada. O fruto é uma drupa ovoide que adquire coloração escura quando madura.

Período de floração

Geralmente floresce durante a transição da estação seca para a chuvosa, entre os meses de setembro e novembro.

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nome
Dez

Aplicações

A madeira de Homalolepis intermedia é empregada localmente para pequenas construções rústicas e fabricação de ferramentas artesanais devido à sua resistência. Em comunidades tradicionais, preparados de suas cascas e raízes são utilizados na medicina popular.

O potencial paisagístico da espécie vem sendo estudado para a recuperação de áreas degradadas no bioma Cerrado. Suas raízes profundas auxiliam na contenção de processos erosivos do solo.

Fatos interessantes

O epíteto específico intermedia refere-se à morfologia de suas folhas e folíolos, que apresentam características intermediárias entre outras espécies próximas do gênero.

Estudos fitoquímicos indicam a presença de quassioides em seus tecidos, substâncias responsáveis pelo sabor extremamente amargo característico deste grupo botânico.

Geografia de distribuição

  • Bahia
  • Minas Gerais
  • Goiás

Fontes

  • POWO: Royal Botanic Gardens, Kew.
  • GBIF: Global Biodiversity Information Facility.
  • Flora e Funga do Brasil: Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos