Homalolepis-anã (Homalolepis pumila)
Homalolepis pumila: O Subarbusto Anão do Cerrado Brasileiro
Encontrada predominantemente nas savanas brasileiras, a Homalolepis pumila desenvolveu estratégias evolutivas singulares para resistir a queimadas periódicas. Este subarbusto de pequeno porte é uma espécie típica de campos limpos e sujos.
Sua distribuição geográfica concentra-se no Planalto Central do Brasil. A espécie é valorizada na fitoterapia tradicional de diversas populações regionais.
Taxonomia
- ∟ царство Plantae
- ∟ divisão Tracheophytes
- ∟ subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
- ∟ Angiosperms
- ∟ mesangiosperms
- ∟ eudicots
- ∟ Superrosids
- ∟ rosids
- ∟ malvids
- ∟ ordem Sapindales
- ∟ família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
- ∟ gênero Homalolepis (Homalólepis)
- ∟ espécie Homalolepis pumila (Homalolepis-anã)
Morfologia
A espécie apresenta um porte anão, raramente ultrapassando 50 a 80 centímetros de altura acima do nível do solo. Sua estrutura aérea é sustentada por um órgão subterrâneo espessado.
Os principais caracteres morfológicos de Homalolepis pumila incluem:
- Xilopódio: Caule subterrâneo lenhoso muito desenvolvido, que acumula água e nutrientes.
- Folhas: Compostas, imparipinadas, com folíolos densamente agrupados, rígidos e de textura coriácea.
- Flores: Agrupadas em inflorescências curtas, com pétalas pequenas de tom amarelo-pálido.
Os frutos são drupas elípticas de polpa fina, que servem de alimento para a fauna terrestre local durante a estação seca.
Período de floração
A floração ocorre principalmente entre os meses de julho e setembro, coincidindo com o pico do período seco.
Aplicações
Na medicina popular do Cerrado, os extratos aquosos obtidos do xilopódio de Homalolepis pumila são administrados para tratar distúrbios digestivos e estados febris. A planta possui alta concentração de princípios amargos activos.
A conservação deste subarbusto é considerada estratégica para a preservação dos campos nativos brasileiros. Sua presença indica áreas com solo profundo e preservado.
Fatos interessantes
O nome específico pumila deriva do latim e significa "anã", uma alusão direta ao porte reduzido da planta em comparação com outras espécies arbóreas do mesmo gênero.
Graças ao seu xilopódio, a planta consegue rebrotar rapidamente poucos dias após a passagem de um incêndio, produzindo novas folhas e flores antes de seus concorrentes.
Geografia de distribuição
- Minas Gerais
- Goiás
- Tocantins
- São Paulo
Fontes
- POWO: Royal Botanic Gardens, Kew.
- GBIF: Global Biodiversity Information Facility.
- Flora e Funga do Brasil: Jardim Botânico do Rio de Janeiro.