Homalolepis-tricilioide (Homalolepis trichilioides)

Calunga Paraíba

Homalolepis trichilioides: Botânica, Distribuição e Características

Habitando prioritariamente as savanas e florestas sazonais brasileiras, a Homalolepis trichilioides destaca-se por sua adaptação a solos bem drenados e climas com estação seca definida. A espécie foi reclassificada recentemente sob o gênero Homalolepis após revisões taxonômicas detalhadas.

Seu epíteto específico faz alusão à semelhança visual de suas folhas com as plantas do gênero Trichilia. Ela contribui para a integridade ecológica dos biomas onde ocorre naturalmente.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • malvids
  • ordem Sapindales
  • família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • gênero Homalolepis (Homalólepis)
  • espécie Homalolepis trichilioides (Homalolepis-tricilioide)

Morfologia

Apresenta-se sob a forma de arbusto ou pequena árvore com ramificação esparsa. Suas folhas compostas são pinadas, com folíolos elípticos a oblongos que exibem uma textura ligeiramente coriácea e margens inteiras.

As flores são pequenas, reunidas in inflorescências axilares ou terminais do tipo panícula. Apresentam pétalas de coloração creme ou esverdeada que atraem pequenos insetos polinizadores locais.

Aplicações

Esta planta possui relevância principalmente ecológica, servindo como abrigo e fonte de alimento para a fauna nativa do Cerrado. Não há registros de cultivo comercial ou uso industrial disseminado para a espécie.

Em comunidades locais, espécies similares da mesma família são eventualmente associadas a usos terapêuticos tradicionais. Contudo, estudos farmacológicos específicos sobre este táxon ainda são escassos.

Fatos interessantes

A transferência taxonômica desta espécie para o gênero Homalolepis ocorreu em 2018, como parte de um amplo estudo filogenético do grupo Simaba. Essa mudança reflete os avanços nas análises moleculares e morfológicas da botânica neotropical.

Suas folhas apresentam adaptações morfológicas xeromórficas que auxiliam a planta a sobreviver aos períodos prolongados de seca no Cerrado brasileiro. Essas estruturas ajudam a evitar a perda excessiva de água por transpiração.

Geografia de distribuição

  • Brasil

Fontes

  • Flora e Funga do Brasil: Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
  • International Plant Names Index (IPNI): Registro global de nomenclatura botânica.
  • Global Biodiversity Information Facility (GBIF): Dados de ocorrência de espécies.

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos