Simaba-da-Guiana-sem-cauda (Simaba guianensis var. ecaudata)
Simaba guianensis var. ecaudata: Flora das Dunas e Restingas
Presente em ecossistemas costeiros e florestas tropicais, a Simaba guianensis var. ecaudata exibe uma plasticidade morfológica notável frente a diferentes condições ambientais. Esta variedade vegeta desde áreas de dunas arenosas sob forte vento marítimo até o interior de matas úmidas. Sua capacidade de adaptação a solos arenosos e salinos a torna um elemento chave na fixação de substratos litorâneos.
Taxonomia
- ∟ царство Plantae
- ∟ divisão Tracheophytes
- ∟ subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
- ∟ Angiosperms
- ∟ mesangiosperms
- ∟ eudicots
- ∟ Superrosids
- ∟ rosids
- ∟ malvids
- ∟ ordem Sapindales
- ∟ família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
- ∟ gênero Simaba
- ∟ espécie Simaba guianensis (Simaba-da-guiana)
- ∟ variedade Simaba guianensis var. ecaudata (Simaba-da-Guiana-sem-cauda)
Morfologia
Esta planta demonstra variações drásticas em sua estrutura física dependendo do gradiente ecológico em que se estabelece. Suas principais características morfológicas documentadas são:
- Porte: Pode crescer como um arbusto de 2,0 metros de altura em dunas costeiras secundárias ou como uma grande árvore de até 26 metros de altura em florestas preservadas.
- Tronco: Em espécimes arbóreos, apresenta fuste único com circunferência à altura do peito (CAP) de até 126 centímetros.
- Flores e Frutos: Suas flores possuem pétalas de coloração creme, produzindo frutos do tipo drupa que servem de alimento para a fauna local.
Período de floração
Observada em floração durante o mês de novembro.
Aplicações
Esta variedade possui grande relevância na conservação ambiental de dunas secundárias e áreas de restinga costeira. A sua inserção em programas de reflorestamento ajuda a recompor a cobertura vegetal original e protege o solo contra a lixiviação. Adicionalmente, atua como fornecedora de abrigo e alimento para pequenos vertebrados litorâneos.
Fatos interessantes
A transição morfológica de um pequeno arbusto de praia para uma árvore monumental de 26 metros exemplifica a impressionante adaptação ao meio costeiro. Suas populações nas dunas secundárias da praia do Caolho, no Maranhão, enfrentam solos com altíssima taxa de drenagem e escassez de água doce. Os frutos imaturos possuem uma textura rígida que os protege da predação precoce antes de estarem prontos para a dispersão.
Geografia de distribuição
- Brasil
- Guiana
- Suriname
- Guiana Francesa
Fontes
- GBIF: Global Biodiversity Information Facility (gbif.org)
- POWO: Plants of the World Online (powo.science.kew.org)
- Flora e Funga do Brasil: Jardim Botânico do Rio de Janeiro (floradobrasil.jbrj.gov.br)