Simaba-do-tocantins (Simaba tocantina)

Simaba tocantina: A joia endêmica do Cerrado do Tocantins

Nas vastidões áridas e ensolaradas do Cerrado de Tocantins, onde o solo arenoso desafia a sobrevivência da vegetação, esconde-se uma joia botânica adaptada aos extremos. A Simaba tocantina resiste bravamente às queimadas periódicas graças ao seu sistema subterrâneo robusto, que permite a rebrota rápida após a passagem do fogo.

Esta espécie de arbusto de porte modesto ilustra perfeitamente a especialização evolutiva da flora do planalto central brasileiro. Pertencente à família Simaroubaceae, a planta desenvolve folhas coriáceas e flores delicadas que atraem polinizadores locais nos períodos de transição ecológica.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • malvids
  • ordem Sapindales
  • família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • gênero Simaba
  • espécie Simaba tocantina (Simaba-do-tocantins)

Morfologia

A Simaba tocantina caracteriza-se como um subarbusto ereto e lenhoso que se projeta a partir de um espesso xilopódio subterrâneo. Suas folhas são alternadas e predominantemente trifolioladas, compostas por folíolos coriáceos com formato obovado a elíptico, apresentando margem inteira e ápice obtuso ou ligeiramente emarginado.

As inflorescências se organizam em tirsos terminais paucifloros. Suas flores possuem cálice curto e corola com pétalas pubescentes de coloração creme-esverdeada. Os estames apresentam apêndices filamentosos com tricomas conspícuos em sua base, seguidos de drupídeos ovóides como frutos.

Fatos interessantes

A Simaba tocantina é uma espécie endêmica exclusiva do estado do Tocantins, ocorrendo em fitofisionomias de campo limpo e campo sujo sobre solos arenosos. A planta foi descrita pela primeira vez apenas em 2016 pelos botânicos Marcelo Devecchi e José Rubens Pirani.

O gênero ao qual pertence destaca-se pelo acúmulo de quassinoides, substâncias de sabor extremamente amargo investigadas por suas propriedades biológicas, embora o perfil químico específico desta espécie ainda permaneça inexplorado.

Geografia de distribuição

  • Brasil

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos