Ailanto-alto
Ailanthus excelsa
Uma imponente árvore decídua nativa da Índia e Sri Lanka, valorizada por suas propriedades medicinais …
Com base no basiônimo Rhus cacodendron descrito no século XVIII, o táxon Ailanthus cacodendron constitui uma designação histórica para uma árvore ornamental amplamente conhecida pela sua robustez e capacidade de adaptação. Este nome foi utilizado para descrever espécimes que posteriormente foram integrados sob o táxon aceito Ailanthus altissima.
A publicação desta nomenclatura reflete a evolução dos estudos sobre plantas exóticas introduzidas nos jardins botânicos europeus. Trata-se de uma planta pioneira que coloniza rapidamente solos degradados e áreas perturbadas.
Esta árvore atinge com facilidade alturas de 15 a 30 metros, exibindo uma copa ampla e galhos robustos. A casca do tronco é caracteristicamente lisa, com tons cinzentos e estrias verticais de coloração mais clara.
As folhas compostas e alternadas contam com um número variável de 10 a 41 folíolos dispostos ao longo de um pecíolo central longo. Cada folíolo possui dentes basais que contêm glândulas produtoras de substâncias odoríferas.
As flores unissexuais ou hermafroditas organizam-se em panículas densas que surgem nas extremidades dos ramos. Os frutos são sâmaras alongadas que contêm uma única semente central cercada por uma asa membranosa.
Floresce durante o final da primavera, predominantemente entre os meses de junho e julho.
A espécie tem sido cultivada para arborização urbana devido à sua tolerância à poluição atmosférica e solos pobres. A sua madeira de densidade média é utilizada localmente para a confecção de utensílios domésticos e lenha.
Na farmacopeia tradicional chinesa, preparados obtidos a partir de partes desta planta foram documentados para tratar febres e infecções. A folhagem também serviu de alimento para a mariposa-da-seda-do-ailanto.
O epíteto específico cacodendron deriva do grego antigo e significa "árvore má" ou "árvore de mau odor". Este nome faz alusão ao cheiro desagradável emitido pelas flores masculinas e pelas folhas trituradas.
A planta produz compostos químicos alelopáticos em suas raízes e folhas que inibem o crescimento de espécies vegetais vizinhas, garantindo vantagem competitiva por espaço.
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