Ailanto de folhas inteiras típico (Ailanthus integrifolia subsp. integrifolia)

white siris white bean

Ailanthus integrifolia subsp. integrifolia: a gigante das florestas asiáticas

Ailanthus integrifolia subsp. integrifolia é uma imponente árvore de dossel e emergente das florestas tropicais úmidas do Sudeste Asiático e da Melanésia, capaz de alcançar até 55 metros de altura com um tronco cilíndrico e reto como uma coluna. O epíteto integrifolia vem do latim e significa «de folhas inteiras», destacando a margem perfeitamente lisa de seus folíolos, sem os dentes glandulares típicos de outras espécies do mesmo gênero.

O táxon tem sua origem no nome Ailanthus integrifolia, proposto pelo naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck em 1783 a partir das descrições históricas de Rumphius nas Ilhas Molucas, sendo a subespécie nominal estabelecida pelo botânico holandês Hans Peter Nooteboom em 1962 na revisão da Flora Malesiana.

Taxonomia

  • ∟ царство Plantae
  • ∟ divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • ∟ subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • ∟ Angiosperms
  • ∟ mesangiosperms (Mesangiospermas)
  • ∟ eudicots (Eudicotiledôneas)
  • ∟ core eudicots
  • ∟ Superrosids
  • ∟ rosids
  • ∟ malvids
  • ∟ ordem Sapindales
  • ∟ família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • ∟ gênero Ailanthus (Ailanto)
  • ∟ espécie Ailanthus integrifolia (Ailanto-de-folha-inteira)
  • ∟ subespécie Ailanthus integrifolia subsp. integrifolia (Ailanto de folhas inteiras típico)

Morfologia

Construída para alcançar o topo luminoso da floresta equatorial, esta árvore desenvolve uma fuste limpa de ramos até grandes alturas, frequentemente amparada na base por sapopemas (raízes tabulares) discretas e revestida por casca lisa de tom cinza-claro a castanho-pálido.

Folhas compostas

As folhas são grandes, alternas e paripinadas ou imparipinadas (organizadas como uma pena ao longo de um eixo central chamado ráquis), podendo atingir de 30 a 90 centímetros de comprimento. Cada folha reúne de 2 a 9 pares de folíolos grandes, coriáceos, fortemente falcados (curvados como uma foice) e de base oblíqua, cujas margens são inteiramente lisas desde a fase adulta.

Flores e frutos alados

  • As inflorescências formam panículas axilares amplas e ramificadas, portando flores unissexuais ou funcionalmente femininas/masculinas (planta dioica), com 5 pétalas esverdeadas a creme revestidas por uma fina penugem.
  • O fruto é uma enorme sâmara achatada e membranácea, medindo de 11 a 22 centímetros de comprimento por até 5 centímetros de largura, com a semente posicionada exatamente no centro de uma asa papirácea alongada.

Aplicações

Na indústria madeireira do Sudeste Asiático e da Papua-Nova Guiné, a madeira de Ailanthus integrifolia subsp. integrifolia — comercializada sob o nome de white siris — é valorizada por ser leve, macia, de grã direita e fácil de trabalhar. Por não apresentar odor desagradável nem exsudar resinas, ela é amplamente empregada na fabricação de compensados (plywood), laminados, caixotaria leve, palitos de fósforo, molduras internas e brinquedos.

Em programas de silvicultura tropical, a árvore também desperta interesse pelo seu crescimento rápido em clareiras e pela capacidade de produzir toras longas, retas e livres de nós.

Fatos interessantes

O nome genérico Ailanthus deriva da expressão ambonesa ai lanit, que significa «árvore do céu», uma referência direta à estatura colossal da Ailanthus integrifolia subsp. integrifolia e à forma como ela utiliza as alturas para dispersar sua descendência.

Aerodinâmica de precisão nas alturas

Emergir a mais de 50 metros acima do solo só traz vantagem reprodutiva se as sementes conseguirem viajar para longe da sombra da árvore-mãe. Para isso, a enorme sâmara de até 22 centímetros apresenta uma distribuição de massa rigorosamente balanceada: a semente achatada fica no centro geométrico de uma asa longa e levemente torcida nas extremidades, com uma nervura marginal reforçada que evita que a asa dobre com o vento.

Voo autorrotativo e química protetora

  • Quando se desprende da copa sob ventos secos, a sâmara entra imediatamente em autorrotação (girando em torno do próprio eixo longitudinal enquanto plana), o que gera sustentação aerodinâmica e retarda a queda, permitindo que as brisas acima do dossel a transportem por centenas de metros até clareiras ensolaradas.
  • Na casca e nos tecidos jovens, a planta sintetiza quassinoides — compostos triterpênicos intensamente amargos que funcionam como um escudo bioquímico natural, inibindo o apetite de insetos broqueadores e fungos decompositores sem que a árvore precise gastar energia produzindo madeira pesada.

Geografia de distribuição

  • Índia
  • Vietnã
  • Malásia
  • Indonésia
  • Filipinas
  • Papua-Nova Guiné
  • Ilhas Salomão
  • Austrália

Informação técnica

Sinônimos do táxon: Dysoxylum dasyphyllum, Ailanthus peekelii, Ailanthus guangxiensis

Bancos de dados externos: GBIF, POWO

Veja também

Picrasma

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Gênero de árvores e arbustos tropicais conhecidos por sua casca extremamente amarga.