Árvore-leque-grácil (Baiera gracilis)

Baiera gracilis - Fóssil de Ginkgophyta do Jurássico

Durante o período Jurássico Médio, florestas exuberantes abrigavam a Baiera gracilis, uma espécie vegetal fascinante pertencente à ordem Ginkgoales.

Esta planta prosperava em climas quentes e úmidos, desempenhando um papel crucial nos ecossistemas mesozoicos antes de sua extinção definitiva. Hoje, ela ajuda cientistas a compreender a evolução das gimnospermas modernas.

Taxonomia

Morfologia

Os fragmentos foliares fossilizados demonstram que as folhas de Baiera gracilis apresentavam um formato em leque profundamente recortado. Cada folha exibia divisões dicotômicas repetidas, resultando em segmentos lineares extremamente delgados e graciosos.

A nervação paralela era característica marcante deste táxon, convergindo para a base do pecíolo curto que sustentava a lâmina. Esta estrutura foliar ajudava a otimizar a distribuição de nutrientes nas folhas delgadas.

Fatos interessantes

Diferente da moderna Ginkgo biloba, que possui folhas inteiras ou levemente bilobadas, a Baiera gracilis tinha folhas profundamente divididas em segmentos filiformes. Essa morfologia foliar sugere uma adaptação a condições microclimáticas específicas do Jurássico.

Os principais depósitos fossilíferos desta espécie foram descobertos na formação rochosa de Yorkshire, no Reino Unido, famosa por preservar a flora da era dos dinossauros.

Geografia de distribuição

  • Reino Unido

Fontes

  • GBIF: Global Biodiversity Information Facility (gbif.org)
  • Paleobiology Database: Fossilworks and paleobotanical records of Yorkshire

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF