Samambaia-morcego (Chiropteris)

Chiropteris: Gênero de Gimnospermas Fósseis do Permiano

Ricas descobertas no sul do Brasil revelam a presença do gênero Chiropteris durante o período Permiano, estendendo-se possivelmente até o Jurássico. Essas gimnospermas vasculares se reproduziam por meio de sementes e apresentavam características morfológicas bastante distintas para a época.

Os fósseis dessa vegetação pré-histórica são de grande importância para a compreensão da paleoflora global. A sua exata classificação taxonômica ainda gera debates no meio científico.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Pteridophyta
  • subclasse Polypodiidae
  • ordem Gleicheniales
  • família Dipteridaceae
  • gênero Chiropteris (Samambaia-morcego)

Morfologia

Os fósseis resgatados possibilitaram a reconstrução parcial da estrutura vegetativa dessas plantas. As principais características anatômicas observadas incluem:

  • Pecíolo: Estrutura curta com cerca de 25 centímetros de comprimento.
  • Folhas: Limbo de formato circular atingindo aproximadamente 16 centímetros de diâmetro.
  • Semelhança morfológica: O aspecto visual das folhas assemelha-se fortemente ao das folhas do gênero moderno Ginkgo.

Fatos interessantes

A distribuição e o contexto geológico destas plantas revelam dados fascinantes sobre o passado da Terra:

  • Associação paleoflorística: Seus restos fósseis foram localizados adjacentes à famosa Paleoflora de Glossopteris.
  • Preservação geológica: Os espécimes brasileiros foram encontrados na Formação Rio Bonito, datando da época Cisuraliana.
  • Múltiplos estados: No Brasil, há registros tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina.
  • Enigma taxonômico: Os botânicos ainda não definiram se o gênero pertence à família Matoniaceae ou Dipteridaceae.

Geografia de distribuição

  • Brasil

Fontes

  • GBIF Backbone Taxonomy: Chiropteris
  • Paleobiology Database: Chiropteris

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF