Ginkoito do sul (Ginkgoites australis)

Ginkgoites australis - Fóssil de Ginkgoaceae do Cretáceo

Descobertas fósseis do Cretáceo Inferior na formação de Koonwarra, em Victoria, revelam detalhes fascinantes sobre o Ginkgoites australis. Esta espécie fóssil pertencente à família Ginkgoaceae prosperou em ecossistemas de altas latitudes sob condições de clima temperado frio. Seus vestígios ajudam a reconstituir a evolução da flora mesozoica na Austrália.

Taxonomia

Morfologia

As folhas fósseis de Ginkgoites australis caracterizam-se por uma lâmina distinta em formato de leque com divisão dicotômica acentuada. Apresentavam lóbulos profundos e venação paralela que se bifurcava repetidamente da base até as margens superiores. Essa estrutura morfológica demonstra uma transição evolutiva importante entre as formas primitivas de gimnospermas e o gênero moderno Ginkgo.

Aplicações

O estudo de fósseis de Ginkgoites australis possui grande importância na bioestratigrafia e na reconstituição paleoclimática do Cretáceo Inferior. Pesquisadores utilizam a densidade estomática destas folhas fósseis para estimar as concentrações atmosféricas históricas de dióxido de carbono na antiga região de Gondwana.

Fatos interessantes

A espécie foi descrita originalmente sob o nome de Baiera australis pelo paleontólogo Frederick McCoy em 1892. Posteriormente, revisões sistemáticas reposicionaram o táxon dentro do gênero Ginkgoites devido às semelhanças estruturais com o gênero atual Ginkgo.

Geografia de distribuição

  • Austrália

Fontes

  • GBIF: Ginkgoites australis (McCoy) Florin
  • Palaeontologia Electronica: Flora of the Lower Cretaceous Koonwarra Fossil Bed
  • Drinnan & Chambers (1986): Flora of the Lower Cretaceous Koonwarra Fossil Bed (Korumburra Group), South Gippsland, Victoria.