Maclura-quase-inteira (Maclura subintegerrima)

Taiúva Tatajuba Amora-de-espinho Fustique

Maclura subintegerrima: características, ocorrência e usos

Esta espécie arbórea ou arbustiva, nativa das florestas tropicais do Brasil, destaca-se pelo seu látex leitoso e pela presença de espinhos axilares nos ramos jovens. Ocorre principalmente em biomas como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, integrando o complexo taxonômico de Maclura tinctoria.

Muito valorizada pela qualidade da sua madeira e pelas propriedades tintoriais históricas, desempenha um papel ecológico importante ao fornecer alimento para a fauna local. Suas bagas globosas são atrativas para aves e pequenos mamíferos frugívoros.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms (Mesangiospermas)
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • ordem Rosales
  • família Moraceae
  • gênero Maclura (Amora-de-papel)
  • espécie Maclura subintegerrima (Maclura-quase-inteira)

Morfologia

Apresenta um hábito de crescimento predominantemente arbóreo, podendo atingir portes variados de acordo com as condições de luminosidade e solo. Os ramos maduros tendem a ser inermes, enquanto os ramos jovens são frequentemente armados com espinhos axilares agudos.

As folhas são alternas, simples, com margens inteiras ou levemente subinteiras, apresentando uma consistência cartácea e coloração verde-escura brilhante na face adaxial. A inflorescência masculina é espiciforme ou capituliforme, enquanto a inflorescência feminina organiza-se em capítulos globosos que se transformam em frutos compostos carnosos.

Período de floração

Principalmente durante a primavera e o início do verão

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nome
Dez

Aplicações

A madeira desta planta é conhecida por sua alta densidade, durabilidade natural e resistência ao apodrecimento, sendo historicamente empregada na marcenaria pesada e na fabricação de mourões. Do cerne da madeira é extraído um corante amarelo natural rico em morina, utilizado tradicionalmente para tingir tecidos e fibras.

Além do uso madeireiro e tintorial, a espécie possui potencial para projetos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas devido à sua rusticidade e atração de dispersores de sementes.

Fatos interessantes

O corante amarelo extraído da espécie foi amplamente exportado da América do Sul durante o período colonial para a Europa, onde era utilizado para o tingimento de uniformes militares. O nome do gênero homenageia o geólogo americano William Maclure, reconhecido por suas contribuições científicas no início do século XIX.

Geografia de distribuição

  • Brasil

Fontes

  • POWO (Plants of the World Online) - Royal Botanic Gardens, Kew
  • GBIF (Global Biodiversity Information Facility)
  • Flora e Funga do Brasil

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

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