Sequóia-sempre-verde
Sequoia sempervirens
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Habitando as florestas pré-históricas da atual Ásia Oriental, a espécie fóssil Sequoia jeholensis destaca-se como um dos representantes mais antigos conhecidos do seu gênero. Os registros fósseis indicam que esta árvore monumental existiu durante os períodos Jurássico e Cretáceo, situando-se cronologicamente entre 174,7 e 118,9 milhões de anos atrás.
A descoberta desta espécie na China sugere fortemente que o gênero Sequoia pode ter se originado no continente asiático antes de se dispersar para outras regiões do planeta. O paleontólogo japonês Seido Endo descreveu formalmente o táxon em 1951, a partir de amostras foliares extremamente bem preservadas.
Os fósseis recuperados revelam características anatômicas detalhadas sobre a estrutura vegetativa desta planta antiga. O holótipo consiste em um ramo de aproximadamente 15 centímetros de comprimento por 1 centímetro de largura, exibindo uma folhagem que se assemelha muito à da moderna sequoia-vermelha.
A análise detalhada da folhagem fóssil revelou uma impressionante semelhança morfológica com a espécie vivente Sequoia sempervirens, que hoje habita a costa oeste da América do Norte. Esta semelhança surpreendeu os pesquisadores ao demonstrar a estabilidade evolutiva de certos caracteres foliares ao longo de dezenas de milhões de anos.
Bancos de dados externos: GBIF
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