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Chamaesaracha sordida
Erva perene rasteira nativa de regiões áridas dos Estados Unidos e do México, caracterizada por …
Chamaesaracha coronopus é uma erva perene de crescimento rasteiro e ramificado que prospera nas planícies áridas, desertos pedregosos e leitos secos dos Estados Unidos (do sudeste da Califórnia ao Kansas e Texas) até o norte e centro do México. Suas folhas estreitas e irregularmente lobadas inspiraram o epíteto coronopus, palavra de origem grega que significa «pé de corvo», em alusão ao recorte foliar.
Pertencente à família Solanaceae (a mesma do tomate e da fisális), a espécie foi descrita originalmente em 1852 pelo botânico francês Michel Félix Dunal sob o basônimo Solanum coronopus. Em 1876, o botânico norte-americano Asa Gray transferiu a planta para o gênero Chamaesaracha, consolidando sua classificação atual.
A espécie desenvolve um sistema subterrâneo dotado de rizomas (caules subterrâneos que permitem a propagação horizontal e a sobrevivência à seca) profundos e lenhosos na base. Os caules aéreos são muito ramificados desde a base, prostrados ou ascendentes, atingindo entre 10 e 45 cm de comprimento.
A superfície dos caules e das folhas é esparsamente coberta por tricomas estrelados ou ramificados (pelos microscópicos divididos na ponta que refletem o excesso de luz solar) misturados a minúsculos pelos glandulares.
As folhas são alternas, subsésseis ou com pecíolos curtos, e apresentam grande plasticidade de formato conforme a disponibilidade de água:
As flores surgem solitárias (raramente em pares) nas axilas das folhas, sustentadas por pedicelos finos que se curvam para baixo após a polinização. A corola (conjunto de pétalas soldadas) é rotácea (aberta em forma de roda ou estrela pentagonal), de 1 a 1,5 cm de diâmetro, amarelo-pálida ou creme-esverdeada, trazendo no centro cinco almofadas tomentosas brancas que lhe renderam o nome popular inglês greenleaf five eyes («cinco-olhos-de-folha-verde»).
Na frutificação, o cálice acrescentes (cálice floral que continua crescendo após a queda das pétalas) envolve firmemente cerca de dois terços a três quartos da baga, sem inflar como um balão. O fruto é uma baga globosa de 5 a 8 mm de diâmetro, esverdeada a amarelada quando madura, contendo sementes reniformes e rugosas.
Floresce da primavera ao início do outono, geralmente entre abril e setembro, respondendo rapidamente às chuvas sazonais nas regiões áridas.
Enquanto suas parentes próximas do gênero Physalis envolvem seus frutos em cálices inflados semelhantes a lanternas de papel, Chamaesaracha coronopus adota uma solução mecânica distinta para enfrentar os ventos secos e o calor intenso dos desertos de Chihuahua e Sonora. Após a fecundação, o cálice cresce acompanhando exatamente o contorno da baga, aderindo à sua parede externa como uma cápsula protetora sob medida.
Essa coordenação estrutural manifesta-se tanto na flor quanto no fruto em maturação:
Além disso, logo após a polinização, o pedicelo floral curva-se em direção ao solo, escondendo a baga sob a sombra das folhas recortadas. Dessa maneira, as sementes amadurecem em um microclima mais fresco junto à superfície da terra, protegidas da dessecação severa do ambiente desértico.
Sinônimos do táxon: Chamaesaracha arida, Saracha coronopus, Withania coronopus, Chamaesaracha felgeri, Solanum coronopus
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