Quássia-das-antilhas (Picrasma antillana)

Bitter ash

Picrasma antillana (Bitter ash): botânica e ecologia caribenha

Encontrada em diversas ilhas caribenhas, a Picrasma antillana destaca-se por sua casca extremamente amarga. A espécie vegetal cresce de forma silvestre em florestas tropicais úmidas e semidecíduas.

Conhecida popularmente pelo nome de bitter ash, ela desempenha papel relevante na cobertura florestal das Pequenas Antilhas. O monitoramento de suas populações é essencial para a conservação florestal na região.

Taxonomia

  • царство Plantae
  • divisão Tracheophytes
  • subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • Angiosperms
  • mesangiosperms
  • eudicots
  • Superrosids
  • rosids
  • malvids
  • ordem Sapindales
  • família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • gênero Picrasma
  • espécie Picrasma antillana (Quássia-das-antilhas)

Morfologia

Trata-se de uma árvore perene que pode atingir alturas moderadas sob o dossel da floresta tropical. As folhas são alternas, compostas e pinadas, com folíolos coriáceos de coloração verde-escura brilhante.

As inflorescências são paniculações axilares com flores pequenas, tetrâmeras ou pentâmeras, de cor amarelada ou esverdeada. A casca cinzenta e lisa contém altos níveis de quassinoides, conferindo um sabor intensamente amargo a toda a estrutura.

Seus frutos são pequenas drupas carnosas que contêm sementes duras dispersadas por aves florestais.

Aplicações

A madeira e a casca da planta são utilizadas localmente devido às suas propriedades farmacológicas tradicionais. Infusões preparadas com a casca são empregadas na medicina popular para tratar distúrbios digestivos e febres.

Além disso, o extrato amargo atua como um inseticida natural eficiente na agricultura de pequena escala. A madeira é ocasionalmente aproveitada para marcenaria fina devido à sua durabilidade.

Fatos interessantes

  • O nome popular bitter ash traduz-se literalmente como fresno amargo, em alusão ao sabor de seus tecidos.
  • Substâncias extraídas de sua madeira servem como padrão de amargor em pesquisas científicas regionais.
  • A espécie é altamente adaptada aos solos calcários e de origem vulcânica do arquipélago caribenho.

Geografia de distribuição

  • Guadalupe
  • Martinica
  • Santa Lúcia
  • São Vicente e Granadinas
  • Dominica

Fontes

  • GBIF: Global Biodiversity Information Facility
  • POWO: Plants of the World Online
  • WFO: World Flora Online

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos