Picrasma-chinesa (Picrasma chinensis)

Picrasma chinensis: flora asiática e medicina tradicional

Encontrada em altitudes elevadas nas províncias do sul da China e no Tibete, a Picrasma chinensis integra a flora característica de florestas mistas de montanha. Sua ocorrência é registrada em locais úmidos e encostas florestadas de Guangxi, Yunnan e Tibete.

Esta espécie destaca-se por sua adaptação a climas temperados a subtropicais de altitude. Como integrante da família Simaroubaceae, ela possui substâncias amargas que lhe conferem resistência contra patógenos.

Taxonomia

  • ∟ царство Plantae
  • ∟ divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • ∟ subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • ∟ Angiosperms
  • ∟ mesangiosperms (Mesangiospermas)
  • ∟ eudicots (Eudicotiledôneas)
  • ∟ Superrosids
  • ∟ rosids
  • ∟ malvids
  • ∟ ordem Sapindales
  • ∟ família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • ∟ gênero Picrasma
  • ∟ espécie Picrasma chinensis (Picrasma-chinesa)

Morfologia

Desenvolve-se como uma árvore decídua de médio a grande porte, atingindo até 15 metros de altura. Seus ramos possuem casca marrom-escura com marcas de lenticelas alongadas.

As folhas são compostas, alternas e imparipinadas, formadas por folíolos ovado-lanceolados. A margem dos folíolos pode ser levemente serrilhada ou inteira, apresentando ápice acuminado.

As flores pequenas de cor verde-amarelada organizam-se em cimeiras axilares ramificadas. Após a polinização, formam-se drupas globosas que adquirem coloração avermelhada ou preta quando completamente maduras.

Aplicações

Esta planta é amplamente valorizada na medicina herbal tradicional da Ásia sob a denominação de Kumu. Suas folhas e cascas são processadas para extrair compostos terapêuticos ativos.

O uso medicinal inclui o tratamento de inflamações agudas, diarreias bacterianas e infecções cutâneas. Tais efeitos são decorrentes dos alcaloides e quassinoides abundantes em seus tecidos.

Fatos interessantes

O amargor extremo desta planta inspirou o seu nome popular em chinês, traduzido literalmente como árvore da amargura chinesa. Esse sabor é perceptível mesmo em diluições muito altas de extratos foliares.

Foi descrita cientificamente pelo botânico chinês P. Y. Chen em 1983. A espécie representa um importante elo filogenético no estudo evolutivo da família Simaroubaceae na Ásia Oriental.

Geografia de distribuição

  • China

Fontes

  • POWO: Plants of the World Online (Royal Botanic Gardens, Kew)
  • WFO: World Flora Online Project
  • GBIF: Global Biodiversity Information Facility
  • IPNI: International Plant Names Index

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

Veja também