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Salpichroa origanifolia
Erva perene rizomatosa e escandente da família Solanaceae, nativa da América do Sul, com pequenas …
Salpichroa glandulosa é um subarbusto de hábito escandente que habita as encostas rochosas e os vales elevados da Cordilheira dos Andes, estendendo-se do Peru à Bolívia, ao norte do Chile e ao noroeste da Argentina. A planta destaca-se pelas longas flores tubulares pendentes em tons esverdeados ou amarelados e pela pelagem pegajosa que reveste suas folhas e ramos, característica que inspirou o epíteto específico glandulosa (do latim para «repleto de glândulas»).
Integrante da família Solanaceae, a espécie foi descrita originalmente em 1837 pelo botânico britânico William Jackson Hooker sob o nome Atropa glandulosa. Em 1845, o naturalista John Miers transferiu o táxon para o gênero Salpichroa, consolidando a nomenclatura aceita atualmente pela ciência.
Trata-se de uma planta lenhosa na base, muito ramificada, que pode crescer apoiada sobre rochas ou entrelaçada em outros arbustos da vegetação montanhosa. Seus ramos jovens são densamente cobertos por tricomas glandulares — pelos microscópicos secretores que conferem uma textura víscida e levemente pegajosa ao toque.
As folhas são simples, pecioladas e frequentemente se organizam aos pares em cada nó do caule, exibindo lâminas de formato ovado a quase arredondado. A superfície foliar é macia e aveludada devido à cobertura glandular, apresentando base truncada ou levemente cordada (em forma de pequeno coração).
Floresce principalmente durante a estação chuvosa andina, do final da primavera ao início do outono austral.
Viver na zona da puna e nos vales altos dos Andes, frequentemente acima dos 3.000 metros de altitude, exige lidar simultaneamente com radiação ultravioleta intensa durante o dia, ventos ressecantes e quedas bruscas de temperatura à noite. A Salpichroa glandulosa resolve esse desafio por meio de um revestimento epidérmico meticulosamente calibrado, no qual milhares de tricomas glandulares secretam substâncias viscosas sobre a superfície das folhas e dos cálices.
Essa camada brilhante e pegajosa atua como um filtro óptico e barreira física de dupla função, reduzindo a perda de água por transpiração e imobilizando pequenos insetos herbívoros antes que consigam perfurar os tecidos vegetais. Ao mesmo tempo, o tubo floral longo e pendente funciona como um abrigo térmico para o néctar e o pólen, perfeitamente dimensionado para o bico de beija-flores de altitude que visitam as flores em busca de energia.
Sinônimos do táxon: Salpichroa amoena, Atropa glandulosa
Salpichroa origanifolia
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Picrasma
Gênero de árvores e arbustos tropicais conhecidos por sua casca extremamente amarga.
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